A Colônia Helvetia foi fundada em 1888 por imigrantes suíços do cantão de Obwalden, os quais vieram em dois grandes períodos: o primeiro em 1854 e o segundo ocorrido entre 1880 e 1895. Eram camponeses que vieram para trabalhar na cafeicultura e que inicialmente moraram na Fazenda Sítio Grande, na região de Jundiaí.

Com a fundação da Colônia, passaram a estruturar a vida comunitária, o que se deu através da organização de um núcleo social que contemplava a religião, a educação e o lazer, constituído pela Igreja, pela Sociedade Escolar São Nicolau de Flüe e pela Sociedade de Tiro ao Alvo.

A Igreja Nossa Senhora de Lourdes foi construída entre 1898 e 1899 e foi elevada à categoria de paróquia em 1914. Em seu início e até 1903, a comunidade religiosa teve a liderança dos Jesuítas, da Ordem de São Bento e da Ordem Franciscana dos Capuchinhos Menores. Entre 1903 e 1911, passa a ser dirigida pelo também imigrante Padre Nicolau Amstalden, que foi substituído pelo beneditino alemão D. Ildefonso Stehle, que por lá ficou por 50 anos.

De modo a continuar as tradições litúrgicas da cultura de origem, a Paróquia encomendou na Alemanha um órgão de tubos de pequenas dimensões, que foi lá instalado em 1925. A firma que o construiu foi a Gebrudern Stehle, cujos proprietários provavelmente eram, pelo sobrenome, aparentados de D. Ildefonso. O instrumento tem dois teclados manuais, pedaleira (teclado para os pés) com 32 notas, oito registros reais (oito diferentes timbres combináveis) e projeto fônico baseado na estética organística do século XIX, dita “romântica”.

Em 2025 comemoramos o centenário do órgão. Para além do patrimônio material em si, com esta atividade celebramos a vida comunitária através da memória de todos e todas aqueles que exerceram na Colônia o papel de organista, uma vez que o instrumento, ao longo de um século, tem ininterruptamente reunido em torno de si a comunidade para cantar suas alegrias, suas tristezas, suas esperanças, suas uniões e suas despedidas.

O órgão de tubos da Igreja Nossa Senhora de Lourdes

O órgão é um instrumento musical que infelizmente não é bem conhecido no Brasil até hoje. Faz parte de uma tradição antiga que não se disseminou aqui no Brasil, mas tem grandes raízes e notoriedade em países europeus. Por esse motivo, é raro se encontrar órgãos de tubos nas igrejas brasileiras.
Esse fato pode ser explicado pela história. O órgão chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e estiveram presentes na Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Rio de Janeiro desde o século XVI (KERR, 1985). A maioria desses instrumentos foi destruída por cupins ou pela ação do tempo, mas a coroa imperial portuguesa não permitia que fossem restaurados, ou seja, as manufaturas eram proibidas na colônia por serem consideradas uma ameaça ao comércio da metrópole (MOTTA, 1982). A construção dos novos instrumentos foi proibida pelo mesmo motivo e, infelizmente, apenas alguns órgãos daquela época chegaram ao século 21 (KERR, op. cit.).

O século 19 e o início do século 20 produziram excedentes econômicos graças ao cultivo do café, o que possibilitou a importação dos novos órgãos da França e da Alemanha (idem). Mas esses novos instrumentos não eram grandes: a maioria era de pequeno ou médio porte. O cultivo do café também trouxe muitos imigrantes europeus para o Brasil: pessoas da Itália, Alemanha e também da Suíça, que se uniram para formar comunidades para ajuda mútua e preservar sua cultura. Devido ao fato da norma litúrgica católica da época exigir que as igrejas possuíssem um órgão de tubos, as paróquias católicas faziam todos os esforços para ter um órgão disponível.

Especialmente para os europeus imigrados, o órgão representava uma significativa lembrança de sua terra natal (ibidem). Não foi diferente na colônia de Helvetia. O órgão que hoje existe na paróquia de Nossa Senhora de Lourdes veio da Alemanha. Foi construído em 1925 pela empresa de construção de órgãos Irmãos Stehle, situada em Bittelbronn, Hohenzollern – Alemanha. Trata-se de um pequeno órgão projetado para fins litúrgicos, com dois manuais, pedal e oito registros (oito timbres combináveis), que foi comprado pelo pároco D. Ildefonso Stehle, com o auxílio de várias famílias helvetianas. Não havia eletricidade disponível na colônia naquele tempo, de maneira que o instrumento era dotado de um fole movido pelo pé de uma pessoa para ser possível bombear ar.

Registros memoriais veiculados através de depoimentos narram que, ao chegar, o órgão precisava ser montado e, para isso, foi contratado um senhor de origem estrangeira, possivelmente da região do Oriente Médio. Este profissional montou o instrumento que, no entanto, não funcionou. À época, era recém chegado a Helvetia, egresso como noviço da Ordem de São Bento, o então jovem alemão Heinrich Gregor Hogenkamp Lins, que trabalhava na Colônia como ajudante geral. Nessa função, ele auxiliava na montagem do órgão e, por ter o alemão como língua materna, foi capaz de entender as instruções de montagem que acompanhavam o órgão. Graças a isso, o órgão pôde soar e o jovem Henrique Lins se interessou em tornar-se construtor de órgãos, profissão que exerceu por longos anos.

Em 100 anos de existência do órgão, vários foram os moradores da colônia que se revezaram ao seu banco. Essas pessoas nem sempre tiveram uma educação como organistas. O que mais desejavam era servir a comunidade com música de órgão.

O órgão da colônia Helvetia é um patrimônio cultural e uma contribuição da cultura suíça para o Brasil. A celebração de seu centenário em 2025 foi uma forma de promover um instrumento pouco conhecido no país. O centenário permitiu ainda lembrar a vida comunitária, pois, além do patrimônio material em si, há que se considerar a comunidade que ininterruptamente por um século vem se reunindo ao redor do órgão para expressar suas alegrias, chorar, ter esperança, unir-se em matrimônio e despedir-se de seus entes queridos. São fatos importantes, uma vez que o órgão pôde ajudar a desenvolver e encorajar uma identidade comum. Igualmente, a celebração do centenário permitiu apresentar boa música e formar público. Há um enorme repertório de câmara com o órgão, que não é tão conhecido do ouvinte brasileiro e parte do qual pôde ser apresentada nos seis concertos celebrativos ao longo de 2025.

Bibliografia
KERR, D. Possíveis causas do declínio do órgão no Brasil. Rio de Janeiro, 1984, 648 p. Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
MOTA, C. G (org) Brasil em Perspectiva. São Paulo, Difel, 1982

Conheça o Órgão de Tubos de Helvetia

Heinrich Gregor Hogenkamp Lins nasceu em 06/04/1906 na pequena cidade de Bocholt, localizada na fronteira entre Holanda e Alemanha. Estudou violino e marcenaria artística em sua terra natal e, por volta de 17 anos, ingressou como seminarista na Ordem de São Bento. Nesta qualidade, veio ao Brasil em 1923 para continuar seus estudos no Mosteiro de São Bento de Sorocaba. A Revolta Paulista de 1924 foi o impulso para que o jovem Lins, já em dúvida quanto à sua vocação religiosa, deixasse o Seminário. Pela necessidade de conseguir trabalho, foi informado da existência de uma colônia de imigrantes de língua alemã não muito distante de onde estava. Assim, Henrique Lins viajou cerca de 50 Km a pé, de Sorocaba à Colônia Helvetia, em busca de ocupação.
Em Helvetia, Lins passou a residir num cômodo modesto e a prestar pequenos serviços braçais. O órgão que a paróquia havia encomendado na Alemanha havia chegado em 1925, mas todo desmontado. D. Ildefonso, o pároco, havia contratado uma pessoa para montar o instrumento, cujo trabalho não foi bem-sucedido. Lins, na qualidade de ajudante geral. A pessoa contratada pelo pároco não era capaz de fazer o órgão soar após montado, mas Lins – falante nativo de alemão e dotado de uma formação técnica e artística, capaz de ler e interpretar o material impresso enviado junto com o instrumento – o fez funcionar. Esse feito fez crescer muito sua estima e respeito, tanto pelo pároco quanto pelos moradores de Helvetia.

O contato com o órgão de Helvetia despertou um profundo interesse em Lins pela construção desses instrumentos. Ao contrário de seu país de origem, não havia a possibilidade de se aprender essa profissão no Brasil. Dessa forma, ele pedia que sua família lhe enviasse livros da Alemanha, para que ele pudesse estudar. Assim, de maneira autodidata, tornou-se organeiro. O primeiro órgão que construiu, para uma igreja na cidade de Montemor, não funcionou. No entanto, o segundo foi bem-sucedido, instalado na Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Friburgo, colônia alemã vizinha a Helvetia. É muito interessante observar que os órgãos construídos por Lins são todos muito semelhantes ao órgão Stehle de Helvetia, sua fonte inspiradora.
Henrique Lins se casou com a helvetiana Rosa Jakober, com quem teve 10 filhos.

Irmã Columba foi a primeira organista a atuar em Helvetia. Nascida Marie Antoine Gierlich em 01/08/1889 em Erfurt, Alemanha, era filha de pai alemão e mãe francesa. Estudou em Viena e, aos 24 anos, ingressou no noviciado das Irmãs Beneditinas Missionárias de Tutzing, àquela época uma congregação relativamente nova. Fez seus primeiros votos em 10/06/1915.

Em 1921 partiu como missionária para o Brasil, vindo diretamente para Itapetininga, onde sua congregação até hoje mantém o Instituto Imaculada Conceição. Lá, Irmã Columba atuaria principalmente como professora de Música para as internas, mas também trabalhou como professora de inglês, francês e alemão.

Irmã Columba foi para Helvetia com outras beneditinas aproximadamente em 1924, para substituir as Irmãs da Congregação de Santa Catarina que estavam deixando a Colônia. Em Helvetia, era conhecida por Madre Columba e atuou não apenas como professora na Escola São Nicolau de Flüe e catequista, mas também como a primeira executante do órgão Stehle, instalado em 1925 na Igreja Nossa Senhora de Lourdes. Muito provavelmente, Irmã Columba estudara órgão em sua terra natal como parte de sua formação religiosa e musical, de modo que conhecia bem o instrumento. Relatos orais de helvetianos mais idosos contam que foi ela quem estruturou o coro da paróquia e tocava as missas dominicalmente, sabendo usar a pedaleira (teclado para os pés) com destreza.

Após deixar Helvetia, Irmã Columba voltou para Itapetininga, onde por dezenas de anos atuou também como organista em várias igrejas da cidade, tocando de cinco a seis missas em cada domingo. Por 40 anos foi também a responsável por tocar o sino de seu convento, onde também atendia na portaria. Quando aconteceu a Revolução de 1932, seu convento acolheu os soldados feridos, de modo que Irmã Columba, já como Madre Superiora, servia como enfermeira, tendo sido condecorada pelo governo de São Paulo com a medalha M.M.D.C.

Era muito procurada para aconselhamento. Não costumava falar de si, nem de seu passado e estava sempre muito presente em sua comunidade. No dia 12 de junho de 1983, em plena saúde e após ter tocado uma missa na capela de seu convento, recolheu-se ao seu quarto e pediu que não se aceitasse visitas para ela, vindo a falecer às 10h00.

Nascido na colônia Helvetia em 11 de setembro de 1918, Augustinho Campregher viveu 91 anos, falecendo em 05 de julho de 2010. Conhecido como “Nêne”, era filho de Benedicto Campregher e Maria Augusta Jacober Campregher. Profissionalmente, dedicou-se ao cultivo de maçãs, tendo sido reconhecido pela excelência de seus produtos.

Iniciou seus estudos de teoria musical aos 14 anos de idade, indo semanalmente à cavalo nas noites de quarta feria à casa de um músico conhecido por “Maestro Basílio”. Desejava tocar violino e, não tendo à época recursos para adquirir esse instrumento, ganhou de seu primo Waldomiro uma viola transformada em violino, o que lhe permitiu estudar. Posteriormente, conseguiu adquirir um autêntico violino e passa a integrar os conjuntos locais, tornando-se conhecido como músico.

Possuindo um notável talento para os instrumentos musicais, Augustinho foi incentivado por Dom Ildefonso Stehle (vigário da igreja de Helvetia na época) para aprender a tocar órgão no Mosteiro de São Bento na cidade de São Paulo, o qual também trazia mensalmente um padre para ensiná-lo a tocar o órgão de Helvetia. Insatisfeito com as aulas esporádicas, foi orientado por Madre Columba a passar alguns dias estudando em Itapetininga, SP, onde se hospedou junto aos beneditinos. Nesse mesmo período, em 1937, com a ajuda da Madre Columba, Augustinho começou a tocar junto ao primeiro grupo que formava um Coral em Helvetia. Assim, ele foi desbravando o órgão e, com o passar do tempo, ampliou as suas habilidades, passando a tocar também o harmônio, o violoncelo, o teclado e outros instrumentos. Para tocar o órgão, que ainda não possuía soprador elétrico, ele contava com a ajuda de outros para bombar o fole. Seus filhos lembram com carinho que ele teve o apoio da professora Solange Amstalden, que o ajudou tocando em casamentos e eventos quando ele não podia comparecer. Augustinho dedicou mais de 45 anos de sua vida a tocar o órgão da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, permanecendo no cargo até por volta do ano de 1985. Mesmo após deixar de ser organista, tocava esporadicamente em eventos da comunidade, mantendo viva sua paixão pela música e praticando em casa em um órgão adquirido por seus filhos. Além disso, sua paixão pelos violinos continuou a ser parte essencial de sua vida.

Renée (Renato) Estanislau Zumstein nasceu em 10/01/1930 em Pirajuí, filho de Hedwig Bannwart e Wilhelm Zumstein. Faleceu em 03/01/2001 em Indaiatuba. Seu pai era suíço e, antes de Renée completar sete anos, sua mãe faleceu. Após a morte de Hedwig, Wilhelm muda-se para Helvetia, com seus filhos, vindo a casar-se em segundas núpcias com Josepha Gertrudes Ambiel. Na Colônia, Renée frequentou a Escola São Nicolau de Flüe e posteriormente seguiu para o Seminário Menor da Ordem Carmelita em Itu. Deu continuidade à sua formação religiosa na mesma Ordem, mas na região de Mogi das Cruzes. Sua ordenação sacerdotal aconteceu em 1953, ano no qual também celebrou sua primeira missa em Helvetia. Como padre, atuou na cidade de Itajubá – MG, Contagem – MG e na capital mineira, Belo Horizonte. Exerceu o sacerdócio por menos de 10 anos, de modo a desligar-se dos Carmelitas antes de1963. Era um homem bastante culto, de amplo conhecimento e de muitas, variadas e densas leituras. Costumava dizer que “devemos temer homens de um livro só”.

Após seu desligamento da Ordem, Renée mudou-se para São Paulo, cidade na qual, para poder se manter, trabalhou como taxista. Morava em uma pensão no bairro do Bexiga (Bela Vista) e entre 1974 e 1978 já atuava como organista nas missas solenes de Helvetia, acompanhando o coro da paróquia. Domingos Sávio Amstalden, o regente do coro, o apanhava às 18h00 na pensão onde morava e seguiam para ensaiar em Helvetia, às 19h30. Por não conseguir arcar com os custos de manutenção do automóvel que utilizava para trabalhar, Renée mudou-se para Helvetia, provavelmente no início da década de 1980. Helvetia se recorda de alguns hábitos seus, como acender um cigarro durante o ensaio e derrubar a brasa sobre uma partitura ou em sua própria camisa, que sempre tinha uns furinhos de queimado. Alertado desses fatos, com gosto ria de si mesmo. Tinha uma alma de criança e carregava os traumas e medos de castigos que a sua educação incutiu em sua consciência.

Renée teve o privilégio de uma educação musical bastante requintada, alicerçada na música erudita e litúrgica. Verdadeiramente tinha o dom musical que, somado a um profundo conhecimento de teoria musical, permitiu-lhe fazer arranjos para o órgão e vozes para coral que resultaram em verdadeiras obras primas. Possuía conhecimento de técnica organística, que provavelmente aprendera no Seminário, de modo que seu toque era diferenciado daqueles que haviam estudado apenas piano. Compôs diversas peças litúrgicas, bem como a melodia do Hino da Escola São Nicolau de Flüe, cantado até hoje. Além do órgão, também tocou acordeão juntamente com a Banda Musical de Helvetia, criada para as comemorações do Centenário da Colônia. Foi o primeiro pianista acompanhador do Jodlerklub Helvetia Foi assíduo organista da missa das 8h00 aos domingos, até o seu falecimento e tocava nas celebrações de casamentos aos sábados

Filha de Arnaldo Amstalden e Helena Ming Amstalden, Solange foi a primeira dentre 8 irmãos. Nasceu em Helvetia no dia 28 de abril de 1937.

Frequentou o curso primário, de 1944 a 1947, na Escola S. Nicolau de Flüe e o curso ginasial e magistério no colégio franciscano Instituto Educacional Ave Maria em Campinas, de 1948 a 1955. Nesse tempo, ingressou no curso de licenciatura em piano, no Conservatório Musical  Carlos  Gomes, onde após 9 anos, concluiu o mesmo, em dezembro de 1959, com a nota média  de 9,4.

Por alguns anos, tocou órgão na Igreja Nossa Senhora de Lourdes de Helvetia em missas comuns e festivas, rezas do terço, ladainhas cantadas, ensaios e casamentos. Deixou sua marca na história, como organista, em especial, tocando a música de entrada das noivas na igreja, sendo essa chamada de marcha de casamento da Solange que com emoção, muitos  se lembram até os dias de hoje.

Lecionou na Escola S. Nicolau de Flue, de 1956 a 1968, fato  lembrado por muitos de nós, helvetianos ,que a tivemos como  primeira professora.Sempre dinâmica no seu crescimento profissional, procurou formação universitária, concluindo 2 faculdades: Pedagogia e Estudos Sociais.

Em 1970 casou-se com Elias Baida. Tiveram 3 filhos, encerrando assim, suas atividades como organista. Porém, esteve sempre presente na vida da comunidade, participando ativamente, nos eventos sociais e religiosos. Hoje, com certeza, estaria feliz em viver esse momento e estas lembranças, se não fosse a debilidade de sua saúde, que levou sua memória!

Nascido em 04/02/1969, Hermann é filho de Edgar José Bannwart e Cândida Ambiel Bannwart. Bisneto e neto de músicos, por indicação da tia Martha Maria Ambiel Amstalden e por determinação de sua mãe, em 1977, começou as aulas de piano com a Irmã Assunção, na casa das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, próxima à Igreja Santa Rita, hoje Santuário Arquidiocesano – Indaiatuba.

Em 1983, passou a estudar piano com a professora Fátima Ambiel, na Escola de Música Nabor Pires de Camargo; nesta época sua vovó paterna, Lidwina Amstalden Bannwart, havia comprado um piano para os netos e lá passou a estudar, praticar e desafiar-se a tocar peças mais complexas, bem como, alegrar os Natais da família com as músicas natalinas.

Participou de várias audições. Entre 1979 e 1984, atuou como organista na igreja Nossa Senhora de Lourdes, tocando a marcha nupcial de Mendelson, Ave Maria de Gounod, Reverie de Schumann e Serenata, em vários casamentos.

Hermann relembra que uma vez lhe contaram que, sendo ou para ser pianista, não poderia nem pegar numa vassoura pois, iria “judiar” os dedos e tiraria a facilidade de dedilhar e tocar. Assim, iniciando seu curso Técnico em Eletrotécnica, profissão esta que escolheu, foi abandonando o piano. Além de ser organista, tocou saxofone na Banda Lustig Musikanten, em 1988, e junto com a Reinaldo Alves dos Santos, carinhosamente conhecido como Reinaldinho, tocava nos Comícios Eleitorais em Indaiatuba.

Em 1994, casou-se com Elaine Rosa Cardozo Bannwart (1969 – 2018) e tiveram seus queridos filhos José Hermann e Túlio Augusto. Atualmente, tem como companheira Ana Cristina Martoni Salomão e sua vida está recheada de alegrias com os dois lindos netos: André e Heloisa Hermann, seus pais e suas irmãs sempre se fizeram presentes e ativos, auxiliando na igreja e na comunidade da Colônia Helvetia.

Fernando von Zuben Bannwart, cujo nome artístico é Fernando Zuben, nasceu em Campinas e é Bacharel em Música (Piano) pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Sua experiência profissional é ampla e variada, tendo atuado como ator, compositor, instrumentista, cantor e diretor musical em produções teatrais e musicais. Trabalhou também como diretor da Orquestra Municipal de Campinas, de 2019 a 2022.

Fernando atuou em projetos da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e shows na Virada Cultural. Atuou como ator, cantor e pianista nas montagens oficiais de renomados musicais da Broadway, como “Chicago”, “My Fair Lady” e “Forever Young”. Além disso, atuou nas funções de pianista, compositor e diretor musical em peças teatrais, como “Shakespeare Embriagado”, “Casas de Boneca” e “Nostalgia”, entre outras. É também compositor de trilhas sonoras para teatro e cinema. Vale mencionar que foi o primeiro pianista do Parque Hopi Hari e atuou como produtor musical e cantor no antigo Playcenter SP. Em Helvetia, Fernando Zuben atuou como organista e regente do Coral Paroquial no início dos anos 90, de maneira a participar da vida musical litúrgica da comunidade. Em 1991, regeu o Coral na viagem à Suíça liderada por Paul Hoffstaetter. Participou como intérprete nas comemorações dos 90 anos do órgão Stehle da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Helvetia, em 2015

Júlio Amstalden é natural de Piracicaba – SP. Foi atraído pela Música desde a mais tenra idade na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Piracicaba, dos Frades Capuchinhos, dos quais sua família sempre foi muito próxima. Desde muito pequeno se encantava com a sonoridade do grande órgão de tubos e do coral misto existentes naquela comunidade.

Iniciou seus estudos musicais aos oito anos de idade na Escola de Música de Piracicaba, que frequentou até seus 18 anos e onde estudou piano com Maria Dirce de Almeida Camargo (que teve Magdalena Tagliaferro e Fritz Jank como mestres), órgão de tubos com Elisa Freixo, regência coral com Maria Apparecida Mahle e harmonia e contraponto com o compositor alemão Ernst Mahle, naturalizado brasileiro. É Mestre em Artes (Música – Órgão) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, onde foi orientado pela organista Dorotea Kerr. Estudou órgão na Universidade de Alberta (Canadá) com a organista Marnie Giesbrecht. Participou de cursos de interpretação organística na França (com André Isoir e Erik Lebrun), na Suíça (com Guy Bovet, Marie Claire Alain e Luigi Ferdinando Tagliavini) e no Canadá (com Paul Jacobs). É Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, universidade onde também estudou cravo com Edmundo Hora.

Trabalhou por 20 anos na Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP, instituição na qual atuou como organista e regente coral do Centro Cultural e de Convivência do Campus Taquaral, bem como docente do Curso de Música-Licenciatura da Faculdade de Ciências Humanas. Por 12 anos foi regente coral e organista da Basílica Nossa Senhora do Carmo de Campinas. Como concertista de órgão, apresentou-se em várias cidades e estados do Brasil, mas também na Argentina, no Canadá e no México, onde representou o Brasil no XIV Festival Internacional de Música de Morélia, em 2005. Desde 2022 atua como pianista acompanhador do Jodlerklub Helvetia e como um dos organistas da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.

Guilherme Dias Ribeiro é natural de Machado, MG. É organista na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Helvetia desde o Primeiro Domingo do Advento de 2020.

Sua paixão pela Música começou ao ouvir um coral litúrgico de vozes mistas em sua cidade natal. Iniciou seus estudos musicais aos seis anos de idade no Colégio Imaculada Conceição, em Machado, onde estudou piano e órgão eletrônico. Aos 10 anos de idade passou a participar da Corporação Musical de Machado como clarinetista e flautista. Estudou piano no Conservatório Musical de Varginha – MG, de 2013 a 2014.

Ao se mudar para Indaiatuba, foi conhecer a Igreja Nossa Senhora de Lourdes de Helvetia e seu órgão numa tarde de sábado. Na ocasião, ao experimentar o instrumento, foi convidado por membros do Coral Paroquial a tocar nas missas dominicais.

Profissionalmente, é gerente da Caixa Econômica Federal. É graduado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Finanças, Controladoria e Bancos pela UNIS – Varginha.

Manoela Amstalden Ambiel é a segunda filha de Laura Vicuña Amstalden e Atanásio Trivellato Ambiel. Tem 24 anos e tem Licenciatura em Português e Alemão (2020-2024) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, ela leciona como professora de Alemão na Swiss International School (SIS) do Rio de Janeiro.

Com a música, Manoela iniciou os estudos aos 13 anos, aprendendo teclado e em seguida piano. Aos 15 anos, começou a tocar o órgão na Igreja de Helvetia e foi no primeiro domingo do Advento. Nessa época, seu tio mais velho e irmão de sua mãe, João Bosco, em conversa com os tios Domingos Sávio e Maria Alvina sobre quando a história de Maria Alvina com o órgão de Helvetia, surgiu a pergunta “e a Manu não poderia tocar também?”. Maria Alvina se empolgou com a ideia e na mesma semana, a levou para ensaiar no sábado e, no domingo, começou a tocar na missa. Nessa ocasião, seu avô Silvano Amstalden (In memoriam) e sua tia Maria Mazzarello Amstalden (In memoriam) estiveram presentes e puderam acompanhar o início de sua trajetória.

Desde então, Manoela começou a tocar na igreja nas necessidades  – quando não tinha organista em missas dominicais e fúnebres. Durante a pandemia, ela foi a organista fixa, já que Maria Alvina e todo o coral se ausentaram. Diz ela, que “foi o período da pandemia que me fez crescer na música, porque pude me desenvolver na frequência dos ensaios e das missas”. Cabe ressaltar que nesse período, o pároco na época, Cônego Álvaro Ambiel, já com 84 anos, fez questão de continuar celebrando as missas de maneira ininterrupta,  com o suporte do Jaime Enk e Hélio Amstalden, que passaram a transmitir pelas redes sociais da Paróquia. Ressalta-se ainda, que parte do coro também deu o suporte, com três cantoras inicialmente e o cantor José Mateus Ambiel (In memoriam),  que conduziu os ensaios e regência. “Foram dois anos de pandemia com muitos ensaios e o Mateus foi um grande incentivador”, diz Manoela.

Nessa mesma época, Manoela vinha de um intercâmbio na Alemanha e de lá trouxe partituras de missas que introduziu em missa solene, de nomeação do Cônego Álvaro Ambiel como Pároco da Igreja Nossa Senhora de Lourdes de Helvetia, celebrada por Dom João Inácio, Arcebispo Metropolitano de Campinas. Na homilia dessa missa, em que se tocou o Heillig e outros cantos em alemão e o coro cantando, Dom João Inácio cumprimentou a organista e a chamou de “criaturinha”. Além dessa missa, a Festa da Tradição de 2020 também foi outra que marcada pela presença do Cônego Álvaro Ambiel e do Arcebispo João Inácio, com transmissão ao vivo pelas redes sociais e com todo o espaço destinado para a festa “vazio”. Depois da pandemia, Manoela retornou ao Rio de Janeiro para completar a faculdade e agora, residindo e lecionando lá, vem para Helvetia, quando é possível. E enfatiza “estou fisicamente ausente da comunidade, mas tento me fazer presente, mantendo contato com todos e frequentando e tocando na missa quando possível”.

Sávio nasceu em Helvetia aos 18 de junho de 1953, terceiro dentre os nove filhos de Silvano Amstalden e Martha Maria Ambiel Amstalden. Maria Alvina nasceu em Campinas aos 16 de janeiro de 1960, a primeira das três filhas de Alvino Krähenbühl e Maria Cybelle von Ah Krähenbühl;

Sávio aos seis anos iniciou seus estudos no Externato da Imaculada em Indaiatuba, já se destacando por suas aptidões musicais e, principalmente, vocais. Ainda criança criou bateria e guitarras e formou um trio com suas irmãs Auxiliadora e Mazzarello, com um repertório que ia de banda de rock a cantos litúrgicos; Maria Alvina aos seis anos ingressou no Colégio Sagrado Coração de Jesus e, ao completar nove anos, ganhou de seu pai um acordeom, iniciando seus estudos de música com o Prof. José de Souza, multi-instrumentista e presidente da seção campinense da Ordem dos Músicos do Brasil;

Sávio aos 10 anos entrou no Seminário Menor Imaculado Coração de Maria no Ibaté, em São Roque, onde seu tio Mons. Constantino Amstalden era o reitor. O seminário do Ibaté foi um celeiro para o desenvolvimento cultural e artístico de todos os alunos que por ali passaram; Maria Alvina aos 11 anos perde o pai mas a família se vê acolhida e amparada pelo Cônego Carlos Menegazzi, pároco da Matriz Sagrado Coração de Jesus desde 1966, que se torna a figura paterna em sua família;

Sávio estudou piano com Helena Fondello em São Roque, cantava no Coro do Seminário e impressionava a todos pela sua extensão vocal e afinação; aprendeu a tocar saxofone com seus colegas de seminário mais velhos e dedilhava alguns acordes no violão. Concluiu o ensino médio no Seminário da Penha em São Paulo e se formou em Filosofia na FAAP. Deixou o Seminário em 1974, especializou-se em Informática e trabalhou por quase 15 anos como analista de sistema do Lloyds Bank em São Paulo; Maria Alvina foi chamada por Cônego Carlos em 1974 para treinar tocar o harmônio da Igreja, já que “tocava acordeom”, preparando-a para substituir a organista dos casamentos que iria se casar em breve. No final desse mesmo ano foi passar férias em Pirajuí e a prima de sua mãe, Maria Angélica Bannwart Soliva, excelente pianista de Igreja, ensinou-lhe a criar acordes e, assim, acompanhar o canto nas missas. A Professora de piano Maria Thereza Mello Gusmão, filha de Maria Francisca Meirelles Mello (conhecida como Dona Rolinha, grande preparadora de concertistas de piano), ofereceu dar aulas de piano gratuitamente para Maria Alvina, desde que ela se comprometesse a tocar sempre na Igreja. Como não tinha piano em casa, Maria Alvina ia treinar na casa de Dona Rolinha, vizinha de sua mãe, que, ouvindo-a treinar, sempre fazia apontamentos e sugestões de natureza técnica. Narra Maria Alvina que naquela casa havia dois pianos: um para treinar e o outro de cauda, usado apenas para as apresentações dos alunos da Thereza, anualmente no dia de Santa Cecília, sobre o qual ficava uma imagem de Santa Cecília, deixada pela Thereza em seu testamento para a Maria Alvina;

Sávio nessa mesma época, pertencia a um grupo de jovens em São Paulo e começou a estruturar o que veio a se tornar o Coro de Helvetia, que antes de 1974 era dividido em apenas dois naipes, o feminino e o masculino. A partir de então, surgiram as sopranos e contraltos, os tenores e baixos, com as vozes privilegiadas e afinadas de seus tios, tias, primos, primas e agregados, totalizando mais de 40 integrantes que, por força do parentesco, embora cantando a quatro vozes, formavam um uníssono pela semelhança de timbre. Maria Alvina ingressou como organista na sua Paróquia na Quaresma de 1975, exercendo ali essa função durante 22 anos, tanto na Matriz quanto nas Capelas.

Sávio e Maria Alvina se encontraram pela primeira vez em 25/03/1978 para prepararem as músicas para a missa de casamento de seus primos, respectivamente, Zita Josefa Bannwart e Clóvis von Ah, ocasião em que ela tocou o órgão pela primeira vez! Surgiu uma trindade de sucesso na comunidade: o Órgão Centenário, o Sávio regente e a Maria Alvina organista! Sávio, pura intuição, sensibilidade e musicalidade… Maria Alvina, formação técnica rigorosa e muitos cursos de música litúrgica…!

O apogeu do Coro de Helvetia, não tão longínquo, em muito se deve aos exímios e incansáveis cantores que, com alegria e nenhum cansaço, permaneciam firmes nos ensaios das 19h30 até 23h00-24h00, duas a três vezes nas semanas antecedentes das missas solenes ou festejos mais significativos da Colônia. Sávio vinha de São Paulo após o trabalho e retornava para a jornada do dia seguinte logo cedo. O sacrifício era imenso, mas o resultado, sempre muito satisfatório! Aqui, nos lembremos dos brilhantes integrantes já falecidos do Coro de Helvetia: Adriano Sigrist, Anastácia Ambiel Petrilli, Aracy Berdu Ambiel, Cândida Ambiel Bannwart, Frei Francisco Erasmo Sigrist, Iracema Sigrist, Jerônimo Ambiel, José Ming, José Leo Gut, José Luiz Sigrist, José Matheus Ambiel, Josepha Gertrudes Ambiel Zumstein, Leo Ming, Lina Ambiel Sigrist, Maria Dolores Sigrist, Maria José Sigrist, Marta Zumstein Amgarten, Martha Maria Ambiel Amstalden, Renné Zumstein, Rose Ambiel Gut, Samuel Ambiel, além de seus familiares e descendentes que continuam atuantes nas liturgias e solenidades da comunidade.

Ambos constituíram uma família há 38 anos e têm três filhos: Maria Cecília, Martin e Ignácio, completando plenamente o seu amor. Por quase 50 anos o casal conduziu intensamente as atividades musicais da Paróquia: além das missas solenes de Natal, Semanas Santas e Páscoas, Festas de São Nicolau, São José e Nossa Senhora, casamentos, batizados, missas de Primeira Eucaristia, bodas, missas de funerais, com destaque para as missas solenes cantadas diversas vezes pelo “Coro de Helvetia”, como a Graf Mass para quatro vozes e solistas, executada pela primeira vez na inauguração da Igreja em 1899. De 2001 a 2020, Sávio, como tenor, e Maria Alvina, como pianista/acordeonista integraram o Jodlerklub Helvetia, tendo sido ainda animadores musicais dos eventos da Colônia, com destaque para a criação de um grande coral de cantos folclóricos para o Centenário do Tiro ao Alvo em 1985, Centenário da Colônia em 1988 e 150 Anos da Imigração Suíça em 2004; Sávio foi vice-presidente e tesoureiro da Sociedade Escolar São Nicolau de Flüe em várias gestões, na qual Maria Alvina também atuou como presidente, com contribuições significativas para a preservação histórica de Helvetia, integrou a Banda Schnapsmuisig e, juntamente com Arnold Heuberger e outros músicos, criou a Escola de Música de Helvetia (2004-2015).

Pelo seu dom musical, Sávio também tem uma vasta produção autoral de cantos litúrgicos, muito conhecidos pela comunidade. Duas composições suas tiveram grande repercussão: o seu primeiro Pai Nosso e o Hino do Centenário, com texto de José Luiz Sigrist, que ainda são cantados em diversos momentos da comunidade e estão enraizados na memória de todo helvetiano.

Atualmente Maria Alvina colabora com a escala de organistas da Paróquia em Helvetia, tocando esporadicamente em celebrações especiais, pois, em suas palavras, o órgão continua sendo uma das paixões de sua vida.

Ricardo Clerice iniciou suas atividades em 1978 com a participação na reforma do grande órgão do Mosteiro de São Bento de São Paulo, junto ao seu organeiro Mestre Pedro Inglada Sanmarti, que veio a falecer em 1980, de maneira que a conclusão dos trabalhos ficou a cargo do Sr. Ricardo.

No período de 1980 a 1982 esteve na Europa para aprimorar seus conhecimentos junto aos organeiros da Casa Walcker, em Ludwigsburg –Alemanha. Na ocasião, visitou outros ateliês na Alemanha e Itália.

A partir de 1982 iniciou sua atuação no mercado, através da realização de uma série de trabalhos de restauro, reconstruções, construções e conservações. Hoje, estabelecido em sede própria no município de Caieiras (Grande São Paulo), conta com instalações, máquinas, e equipamentos especiais que possibilitam realizar todo o trabalho com os órgãos de tubos, desde manutenções até a construção destes. Conta ainda com uma equipe treinada para os trabalhos de restauro e construção de órgãos de tubos. Trabalhou em parceria com a maior casa de organaria da Europa, a Gerard Grenzing S/A de Barcelona, Espanha, a qual construiu um grande órgão de concertos para a Universidade de São Paulo. Neste trabalho, além da parceria, prestou também um serviço de consultoria técnica para a USP, que foi desde a idealização, projeto, compra, até a conclusão e chegada do instrumento no Brasil. Atua como organeiro da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Helvetia desde 1993, tendo cuidado desde então da manutenção do órgão Stehle.

Nas comemorações dos 100 anos do Órgão de Tubos de Helvetia, já foram realizados 3 concertos. Selecionamos pequenos trechos de cada uma dessas belíssimas apresentações para que vocês possam apreciar. Basta clicar nos botões abaixo que você será direcionado ao vídeo de cada uma delas.